Sexta-feira

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Quinta-feira

O Prazer... de Viver

Há uma perda na qualidade de vida, gradual e constante que leva a uma queda significativa do prazer de viver.Essa perda acontece na relação com o “outro”: alguém significativo em nossa vida.Na relação com um filho essa perda pode ser notada quando a criança já tem um razoável domínio cognitivo, isto é, já se comunica verbalmente com alguma facilidade. Nesse momento o contato direto emoção-emoção já não é tão freqüente e há uma demanda e expectativa de aprimoramento social. Os pais se tornam então mais críticos e a emoção é substituída pelo julgamento.A avaliação constante do comportamento e sua correção mais dura acaba por gerar um afastamento com a perda do afeto. No casal o processo de perda se assemelha... Clique para Ler Mais

Quebra da Confiança e Ruptura

Em seu aspecto psicológico a ruptura está intimamente ligada com a quebra da confiança.Para evidenciar esse vínculo é necessário lembrar a importância do sentimento de Pertinens (ser relativo a alguém/alguma coisa). Em função do processo de Desenvolvimento Humano e da característica de ser humano, por extensão, temos essa necessidade de nos sentir como integrantes ou relativos, pois isso implica no reconhecimento da nossa existência/nosso valor.Dessa forma a nossa existência é autenticada pelo “outro” a quem somos relativos. Essa relatividade surge inicialmente como dependência no feto e no bebê e vai se transformando... Clique para Ler Mais

Relação Amorosa – Sexo e Afeto

São inúmeros os fatores que podem motivar a busca pela psicoterapia de casal. A relação “esfriou” é um sentimento comum porém o mais freqüente é uma disputa consciente ou não, expressa de diversas maneiras, sendo bastante freqüente o sentimento de não estar recebendo (carinho, atenção, respeito) em nível satisfatório.

Parte dessas ocorrências tem a questão sexual como instrumento na disputa inconsciente (A Guerra Conjugal – Dalton Trevisan – Joaquim Pedro de Andrade) que pode acontecer de forma mais ou menos explícita.

Essas questões podem ser somatizadas, parte delas nos órgãos genitais, ... Clique para Ler Mais

Mãos Dadas

Há um aspecto simbólico importante em um casal que caminha de mãos dadas. Além do contato físico e das eventuais trocas químico-elétricas, há um ajustamento dos passos e isso nos remete a um mais amplo caminhar juntos.Um casal se une com o objetivo não explícito e, na maioria das vezes inconsciente, de fazer parte.

Fazer parte, conforme detalhamos em Pertinens, é uma necessidade instintiva, isto é, está além de propostas racionais.

Buscamos constituir um castelo onde nos sentimos fortes, amparados, reconhecidos e acolhidos em nossas qualidades e defeitos, forças e fraquezas. Com uma pessoa, diferente de nós, ... Clique para Ler Mais

Distanciamento Emocional e Justificativas Racionais

“Acaso ela não o fizera ver, tantas vezes, o abismo que os separava e que nada poderia preencher? Desposara-o movida pelo medo de ficar sozinha, de não ter quem cuidasse dela em caso de necessidade. E porque sempre é bom ter um homem em casa, nem que seja para trazer a lenha para cima e levar o lixo para fora. Talvez — quem sabe? — a viúva que envelhecia se tivesse deixado comover ao contacto do macho que vinha quase todas as tardes tomar chá com ela. Mas falhara. Ela ficara hirta desde o primeiro concamas separadas eram um símbolo da união malograda. Em suma, ele não passava de um intruso. No fundo dela mesma, Marguerite devia acusá-lo de se ter introduastúcia. Como se ela não o tivesse chamado!” ... Clique para Ler Mais
Trecho do livro de Georges Simenon – E. Nova Fronteira

Amar - Quem Nasce Sabendo?

Não paramos para pensar nisso, mas agimos como se fosse inerente à natureza humana saber amar. Não é. Aprendemos o apego, o afeto, a empatia em nossa primeira infância. Nossos receptores de informações do mundo externo surgem quando estamos ainda no útero e, através deles vamos aprendendo a sentir. Levamos cerca de 20 anos (mas precisamos cada vez de mais tempo) para processarmos as informações percebidas e sentimentos que elas nos provocam, de forma integrada com a nossa lógica e julgamento.

Nascemos sim precisando do “outro” e, mais que alimentar-nos, é ele que, como um espelho refletindo nossa imagem, nos “prova” que temos uma existência. Precisamos do “outra” também quando adultos e é para que o “outro” reconheça o nosso valor, que... Clique para Ler Mais

Individualismo e Afetividade

A Folha de São Paulo de 22/11/2007 trouxe em seu caderno "Equilíbrio", uma reportagem sobre casais que optam por não ter filhos.
Há os que adiam e desistem, os que preferem investir em viagens e os que preferem dedicar-se aos seus animais de estimação. Já há muitos "sites" de quem defende a vida a dois e apenas dois. Veja por exemplo o www.childfree.net, cujos membros escolheram esse nome para evitar serem tomados por pessoas que desejam filhos apesar de não os terem, caso usassem o tradicional childless.
Estão "livres das crianças"!
Acredito que não seja apenas um direito, mas um dever as pessoas defenderem suas crenças. Neste caso específico é mesmo "uma benção" que as pessoas que não se identificam com os papéis de pai e mãe, não os assumam pois a história mostra que o resultado não é nada bom.
Crianças necessitam de muita dedicação!
Por outro lado é necessário que as pessoas que acreditam Clique para Ler Mais

Por que estar "com"?

Não é exagero dizer que cada pessoa se define pelas suas relações. Isso não quer dizer apenas “com quem” ela se relaciona, mas principalmente “como” se relaciona.

A psicogênese da pulsão ao relacionamento se estabelece desde a vida intra-uterina e se desenvolve na primeira infância. Depois, na adolescência, tomamos consciência de que somos incompletos, já que nossa função reprodutiva não se completa sem a existência de uma outra pessoa: o OUTRO.

Precisamos do outro permanentemente mesmo que não tomemos consciência disso, conforme os exemplos: Clique para ler mais